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26 outubro 2024

Tomb Raider da Netflix: Uma Mulher Sensual e Segura de Si não Existe e não pode Ser Arqueóloga



A Netflix trouxe de volta Lara Croft na animação Tomb Raider: The Legend of Lara Croft, reinventando a icônica personagem de maneira tão drástica que muitos fãs questionam se o espírito da heroína original foi mantido. Lara, que uma vez personificou a coragem e a autossuficiência de uma arqueóloga destemida e independente, agora surge com uma imagem mais neutra, menos confiante, e uma personalidade abertamente vulnerável, o que mostra uma grande perda de identidade. 


Na nova versão, as características clássicas de Lara são quase irreconhecíveis. Ela aparece com uma estética sem curvas e com uma personalidade mais insegura e emotiva, contrastando com sua representação clássica de mulher segura e independente. Essa abordagem busca tornar a personagem mais próxima do público contemporâneo, mas para muitos, sacrifica a essência de uma figura poderosa e destemida que, por décadas, inspirou gerações. 


Além disso, a animação opta por se afastar de elementos clássicos da franquia, ignorando vilões icônicos, como Natla, que representava uma ameaça direta e ambiciosa. O enredo clássico, que contava com vilãs que personificavam antagonismos claros e ameaçadores, é deixado de lado em favor de uma reinvenção total da própria identidade de Lara, o que é uma oportunidade perdida. 



Essas mudanças, porém, já vinham sendo construídas desde a linha “Survivor” dos jogos mais recentes, onde a Crystal Dynamics introduziu uma Lara introspectiva e humanizada. Embora essas características tenham trazido um novo tipo de profundidade à personagem, também reduziram o impacto de sua força e autossuficiência, transformando-a em uma figura mais frágil e com menos idealismo, aspectos que fizeram a Lara original um símbolo de poder e segurança. 



A Netflix também aplica mudanças na orientação sexual e comportamento dos personagens secundários, aparentemente com o intuito de se alinhar a uma narrativa de inclusividade. No entanto, essas adaptações parecem forçadas e acabam diluindo a imagem da heroína icônica que, com sua independência e autossuficiência, inspirou diversas gerações. 




A nova abordagem levanta uma questão: até onde se pode ir na reformulação de um personagem antes que sua essência se perca? Para muitos, a figura da mulher independente e segura de si é agora uma raridade, quase uma ausência, em nome de uma adaptação que prioriza fragilidade e insegurança. Ao deixar para trás a força icônica da personagem, *Tomb Raider: The Legend of Lara Croft* nos entrega uma heroína que não mais reflete o ideal de coragem e aventura que fez de Lara Croft um ícone. 

21 abril 2022

[Crítica do Koi #7] Viva, a Vida é Uma Festa (2019)

 



Estou de volta, depois de um tempo que passei sem escrever por conta de uma dor no Ombro. Aproveitei algum tempo para ver alguns filmes, entre recomendações e filmes que tinha interesse mesmo. Hoje resolvi analisar a animação da Pixar: Viva, A Vida é Uma Festa. A base será o tema que animação toca, que é a morte a lembrança, e como a animação desenvolve o tema, será que teremos algo melhor que O Bom Dinossauro ou Toy Story 4? É o que veremos a seguir.


Introdução.


O Ser Humano gosta de ser lembrando, por isso deseja ser importante por algum feito: seja ele bom ou ruim. Seja pelo nome, pelo valor do que faz ou a busca de ser reconhecido ou famoso por alguma habilidade ou algo que tem a fornecer. A temática do filme se passa na lembrança que os vivos mantém de seus parentes ou o legado que algum deles deixou pra você e que você tenha que sentir orgulho e valor. O filme se passa no Dia dos Mortos, no qual famílias fazem altares com fotos de seus entes queridos e antepassados que se foram, isso é que culturalmente mantém a  existência deles no outro plano. 



A animação nos apresenta o protagonista Miguel, um jovem de uma família de sapateiros que deseja ser cantor e é fã de um falecido cantor local - Ernesto de La Cruz, porém sua família não quer que ele tenha contato com música devido a seu bisavô ter desaparecido após deixar a sua família afim de tentar fama no meio, o que fez com que sua tataravó ingressasse no ramo de sapatos. A família cultiva uma aversão surreal de música e o proíbe de ter contato com a mesma.




Inspirado pelo seu ídolo, cujo o lema é agarre seu sonho, ele planeja se inscrever numa competição local que acontece no período de finados. No interim da história uma foto de sua avó Inês com seus antepassados se quebra revelando uma terceira pessoa que o leva a crer ser o Ernesto como seu parente e liga a raiva de seus familiares com o mundo da música. Ao se posicinar e mencionar toda história é advertido e seu violão é quebrado. 



Ainda assim, ele não desiste da competição e vai até o mausoléu de seu ídolo, cujo ele achar ser seu parente, e pega o violão. O problema todo do filme é que isto é usado como uma condição de passagem para o mundo dos mortos nesse dia, o argumento abre precedente para que outros vivos também pudessem fazer o mesmo. O que quebra a condição especial da jornada do protagonista.

E dentro desse mundo pós vida ele precisa de conseguir a benção dos seus familiares, que também não aceitam que ele siga o caminho da música. Também sem muito a revelar, o que enriqueceria a jornada e a condição do menino neste cenário.

O Ato do concurso em que Miguel comete gafes e mostra receio do seu talento se mostra muityo atrificial é mal construído. Não tenho nada contra um protagonista ter defeitos, mas que isso seja mostrado como algo a se superar. É estranho um garoto que sonha em ser músico e não se mostra com talento, para uma história com temática fantástica isso seria no mínimo essencial ao protagonista. Porque se você está vivendo uma história de sonhos e objetivos, ele teria que mostrar tal capacidade. 


O Problema do Vilão.



Se não bastasse o problemas de estabelecimento de roteiro e narrativa, chegamos a um ponto que é o segundo maior erro do filme (o primeiro vou explicar mais a frente): O vilão. Atribuir a alcunha de vilão ao Ernesto na trama transparece a mensagem de ataque o sucesso, que o filme o trata como um ato tolo. A motivação do vilão em matar seu amigo que compunha as músicas é sem sentido? A explicação é extremamente mal feita. 


O Desenvolvimento da Relação Família x Sonhos.


O mal estabelecimento deste conceito é totalmente superficial: seguir um sonho não é necessariamente abandonar a família. Buscar isso não é ruim, você pode lembrar suas origens e visitar, recordar as mesmas. Você lembra quando se tem estima, é assim que é o amor, se cria laços. A raposa do Pequeno Príncipe dizia: "me cative que eu lembrarei de ti". 


Isso leva a outro ponto, Hector o "Papá" de Miguel assassinado pelo vilão é odiado sem motivo convincente, já que é revelado posteriormente que ele escrevia para sua família. A "Mama" Inês guardava as cartas e ela que mantinha a lembrança dele no outro mundo. Isso vem o próximo problema do filme...


A Inês.


A cena final da "Mamá" do menino passa de uma pessoa com debilidade para uma pessoa senil, entregando toda a verdade sobre Hector, quando você junta com a ideia que o filme estabelece e tudo praticamente diz que a jornada de Miguel pelo mundo dos mortos foi totalmente em vão. Hector não tinha a urgência de no outro mundo mandar um foto dele para a família (aliás em teoria nem tinha motivo para ser odiado, nem para sua família odiar a música), a sua filha tinha a parte rasgada da foto todos esses anos, bem como as músicas que ele compunha. A música Lembra de Mim, cantada pelo De La Cruz, ela feito para ela!  Isso é de deixar com cara no chão.




Conclusão.


O filme tem um tema interessante a ser explorado, de uma forma que é tocante e emociona. Isso se você não se irritar com muita coisa mal estabelecida. Como disse no início do texto a gente sempre gosta de lembrar e de ser lembrado. Temos saudades de quem partiu e as guardamos boas lembranças disso, só que o filme acaba cometendo erros de roteiro complicados de se relevar, lembrando animações de estúdios concorrentes a Disney nos anos 90. Isso vindo de um estúdio, hoje megacorporação, que tinha como forte um capricho e nos tocava harmoniosamente com emoção e racional cometendo esse tipo de problema com uma execução de uma história não é bom sinal.







26 fevereiro 2022

[Crítica do Koi] Cuphead (Netflix)




 Eu assisti Cuphead da Netflix.

Na verdade acompanhei meu filho assistindo isso, já que ele já tinha visto. Além do mais depois da polêmica do inimigo deles ser o Deabo.
Isso me lembrou no último fim de semana que meu filho comentou sobre o desenho e falei do game que no game o inimigo era o tinhoso. Minha esposa tinha amarrado a cara.
Aí veio a matéria sobre isso e tal, resolvi aqui filosofar.
O desenho em si trabalha em cima da golden age da animação. Um período que desenhos eram lançados em curtas nas telas de cinema. E como era um público adulto os desenhos tinham uma pegada mais voltada para eles, apesar do humor pastelão.
Depois com o tempo e que os desenhos foram se ajustando as crianças, criando categorias para elas como educativo. Mas no final sempre foi entretenimento. Aliás os desenhos que são voltados a isso que sobressaem mais, poucos mais educativos que se tornam memoráveis.
Até produções mais voltadas para pré escola como Backyardigans e Peppa Pig são entretenimento. Só que são voltados a uma fase infantil. Porém o humor que se fazem nessas produções é mais abrangente.
Se fazia piada com tudo, utilizava elementos da cultura ocidental. Betty Boop já foi pro inferno, gato Tom quase foi pro inferno por atazanar o rato Jerry e o duende do Pica Pau foi mandado pra lá depois de um desejo dele.
Só que hoje em dia humor e personagens com base em conceitos polêmicos são usados de boa, ou quase.
Lembro que muitas referências bl@ck f@ce foram retiradas de desenhos animados, mas só foram colocados depois com o seguinte aviso "Esses desenhos são produtos de seu tempo". Enfim, não dá pra fazer piadas com tudo hoje em dia, então temos um humor mais contido.
Cuphead acaba só bebendo da estética da golden age, mas raspa no que seria o humor e a ousadia da época em questão.
Não achei algo que me encantou pra ser sincero.
Meu filho por outro lado, até gostou. Quanto a polêmica é porque ele tá na aba kids do serviço da Netflix e apresentava esse humor emulado dos desenhos que víamos no café da manha do SBT.
E depois que assistiu alguns episódios dele, meu filho mudou para Peppa Pig.
Sigamos em frente.

29 abril 2018

[Crítica do Koi] Pokémon o Filme : Pokémon Eu Escolho Você




Olá pessoal: depois de muito tempo sem postar, eis me aqui novamente com uma resenha de filme. Uma coisa também que não fazia muito tempo que não escrevia.

Filmes do Pokémon sempre foram aqueles filmes para uma diversão fugaz - pra quem curte o universo Pokémon e relacionados. Mas aqui temos um filme com uma certa qualidade e com um certo grau de boa história.

No filme acompanhamos a jornada do Ash com algumas modificações na trama, um roteiro mais bem trabalhado longe do herói envergonhado que ele protagonizava na animação para TV. Aqui temos um personagem com seu objetivo bem mais vivo do que durante os episódios do desenho.

Spoiler:

Apesar de ser um filme que engloba um conceito coletivista (humanos cooperando  com as criaturas Pokémon) temos uma certa dose de individualismo bem centrado como na parte em que Ash e a borboleta Butterfree se despedem para que ela possa fazer sua migração. Durante desse tempo um dos personagens cita - por mais que os Pokémons dependam dos humanos, cada Pokémon é um. Uma clara referência a individualismo. 

Outro momento emocionante é quando o herói perde as esperanças e entra num mundo sombrio nos quais os personagens que ele conhecera estão diferentes, onde ele não tem auto estima. Pra mim um dos pontos altos do filme e quando ele supera esse momento depressivo e sombrio e recupera sua auto estima. 

Talvez o ponto mais negativo foi a batalha final com o Pokémon lendário que ele queria tanto encontrar no final (Ho - Oh) sinto que os criadores do filme não quiseram dar esse gosto de ver o personagem batalhando com ele: somente vemos posteriormente indo pro Centro Pokémon recuperar seus Pokémons da batalha, sem nenhuma conclusão. É como se os criadores do filme ficassem com medo de entregar esse tipo de possibilidade para o espectador, deixando subentendido para qualquer conclusão.

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De qualquer forma, é um bom filme. O melhor que Pokémon já apresentou: vale a pena pra assistir com seu filho ou se você for fã, assistir e ficar com raiva de como a animação tratou o universo dos jogo com tamanho descaso. É um filme moderadamente bem intencionado, mesmo com seus defeitos.  


30 outubro 2016

Canva: Um Novo Software Online de Edição e Montagem de Imagens







Opa pessoal, estou aqui para comentar algo que nem pude testar ainda. Eu recebi no último mês um contato da Thaylise Nakamoto uma das responsáveis pelo site Canva. Este site é uma ferramenta online de edição de imagens. Foi criado há menos de 5 anos e já conta com 11,4 milhões de usuários em 179 países. Para se ter uma ideia, 4 designs são criados a cada segundo com a  ferramenta. E eles lançaram recentemente o site no Brasil. A interface é toda em português e aparentemente fácil de usar (estou vendo nesse momento aqui). Opções diversas como banners e até imagens para postagem em redes sociais. Realmente me agradou muito pela praticidade.

Para conhecer a ferramenta acesse canva.com e gostaria de agradecer a equipe do site por entrar em contato e desculpe a demora para a criação dessa postagem, aqui tem andado tudo muito corrido e sem muito tempo de mexer no PC com esse lance de edição de imagens. Valeu.

10 agosto 2015

Impressões Dragon Ball Super (Episódio 1 - 5)



Olá pessoal: estou aqui mais uma vez pra postar. E hoje pra descontrair um pouco porque tenho passado um período tenso vou escrever sobre as impressões que eu tenho do anime Dragon Ball Super.

Apesar de eu achar que não tem aonde mais expandir a franquia Dragon Ball, estou achando a história boa: o que muitos fãs que não iam com a cara do Batalha dos Deuses aqui o filme é esquecido e é feita uma saga com o Bills - o vilão do filme.

O fato de que nessa nova série Bills só se recorda de ter sonhado em lutar com um guerreiro chamado Super Saiajin Deus o que dá a entender que o filme Batalha dos Deuses foi um sonho do personagem e ele vai em busca do tal lendário guerreiro. É a premissa básica dos primeiros episódios do anime, achei no geral muito bem amarrado a trama melhor que Dragon Ball GT de longe. Agora quando a animação achei bem irregular e esquisita em certos momentos como vocês podem ver a imagem abaixo:





Quanto a trama segue o básico de toda a série: tem um pouquinho de enrolação pra apresentar a trama, os vilões e afins. Não tem como mudar é receita de bolo para esse gênero. E a gente nota que é uma história reescrita do filme do Bills, então quem assistiu o filme verá que acontecimentos e personagens aparecerão e vão se comportar de forma similar. Talvez isso que me prenda na série é essa "versão para a TV" da luta de Goku vs Bills. Não que no filme tenha sido feita de maneira grandiosa, aliás o que irritou muita gente foi o desfecho da trama talvez tenham pensado numa forma de episódio pra TV o personagem Bills iria agradar mais pelo fato de se ter mais tempo de desenvolver a trama.

Assisti até o 5° episódio e Goku já teve o primeiro encontro com o Bills, não quero revelar mais nada porque pode calhar de você que está lendo nem ter visto o anime e eu estou aqui tentando não dar muito spoiler.

30 agosto 2012

[Game] TMNT (Game Boy Advance)


Aaah um dos incones da minha infância, acho que é quase impossível falar de tartarugas Ninja para quem não viveu a geração dos anos 80. Agora as verdinhas estão nas mãos da Nick e esperemos que elas possa ter o tratamento que merecem (porque a versão 4 Kids das mesmas ficou a desejar). Nos games, elas não tiveram a mesma sorte: o pouco que eu vi eram games que ainda tentavam enquadrar o gênero beat up ao 3D, mas nunca de uma maneira satisfatória. Quanto ao portáteis os dois jogos da Konami eram bacaninhas, mas longe de ser um game com o verdadeiro feeling que as consagrou: o Beat Up.

Pros que ainda não se atentaram o Beat Up e um gênero de jogo de luta em que você (ou amigos) vão indo de estágio a estágio metendo o cacete nos Bad Guys da área para enfrentar o manda chuva do estágio, muitas vezes munido de Bad Guys para dar aquela desvantagem básica. O que consagrou o quarteto foi o Arcade da Konami, a coversão do mesmo pro Nes (mesmo com as limitaçõers gráficas é um jogo perfeito)e os games do Super Nintendo e Mega Drive: Turtles in Time e Hyperstone Heist.

Para alegria dos saudosistas (eu me incluo) a Unbisoft consegue trazer o equilibrio do feeling nostálgico com uma pitada de modernidade a este game, que hoje esse humilde escriba se arrepende de não ter dado chance na época do lançamento (na qual o GBA estava sendo soterrado pelo DS).

O game se passar nos acontecimentos do filme em CGI: Após a derrota do seu velho arqui-inimigo, Destruidor, as Tartarugas cresceram separadas como família. Esforçando-se para mantê-las unidas, o seu instrutor Splinter, começa a ficar preocupado quando estranhos acontecimentos surgem em Nova Iorque (tá, eu copiei a sinopse do filme). E é desse ponto que parte o game, você começa inicialmente jogando com Rafael e posteriormente em outras missões você forma uma dupla: um é o teu personagem jogável e o outro é uma espécie de suporte que é invocado quando uma barrinha enche no topo da tela, isso acontece quando você espanca os inimigos. O suporte funciona de dois Jeitos: de livrando de ser saco de pancada de inimigos ou te deixando um item de recuperação de energia.
Alguns desses inimigos deixam moedinhas no chão, que são usadas em lojas para comprar power ups para serem utilizados nas missões (Habilidades novas e novos movimentos aos personagens). Tudo isso com aquele feeling de Beat Up de raíz. Além de habilidades novas como agarrar o inimigo do chão e uma boa variedade de objetos do cenário que podem ser agarrados, quebrados e arremessados nos inimigos.


O único defeito e a falta de um modo multiplayer (talvez os criadores não quisessem apostar nisso ainda mais com o advento do DS), mas não deixa a desejar no resultado final. É um bom jogo, tanto pra quem é fã das Tartarugas Ninja, quanto quem é fã de um bom Beat up. Pra quem é preguiçoso (como eu) o jogo ainda tem o recurso de salvar entre as missões, desculpa pra não zerar não tem mais agora!