17 novembro 2019

Caso Marinha #16 : Ato Ordinatório e Minha Descrença com o STF



Olá pessoal, mais uma vez aqui venho tratar do caso da minha pensão. Estava olhando aqui vai sair um mandado para cassação dos meus bens para pagar a dívida com a união federal devido ao dano ao erário público, eles intimaram o MM (Ministério da Marinha) para a busca dos meus bens conforme tela a seguir:


Infelizmente é isso aí: nós não temos justiça justa, ainda me falaram que não ganhei porque eu não tive boa defesa. Boa defesa eu tive, tenho a carta provando que foram eles que me procuraram um ano depois que falaram para mim e minha mãe que não tínhamos direito. Levo este caso a internet como um alerta, mas no fundo queria que alguém me ajudasse. Porém agora sei que é impossível alguém me ajudar, nem mesmo a DPU (Defensoria Pública da União) quer saber do meu caso. 

Todo o sistema judiciário tá corrompido, viram a decisão deles dias atrás. Quem eles beneficiaram e consequente beneficiaram junto? Não tem justiça, advogado gosta de dinheiro. Não se importa com a vida do cliente e os da Defensoria Pública fingem se importar.

A verdade é essa.

06 novembro 2019

O Problema Psicológico Alheio Não Preocupa Ninguém.



Olá amigos, depois de um belo tempo sumido sem postar nada por aqui devido a desestímulo e cansaço do cotidiano atual venho aqui com uma nova postagem. Não cheguei a comentar aqui, eu desde o início do ano venho retomado ajuda psiquiátrica com psicólogo e neurologista. Motivo maior: meu filho sendo taxado como filho de maluco por algumas pessoas.

Durante minha infância sempre fui tratado como esquisito, maluco e afins. Porque eu, ao contrário de muitos, tinha uma educação baseada na disciplina e na obediência nas regras o que gerou por consequência rejeição e retaliação por muitos nos ambientes que me associava, como por exemplo na escola.


O fato é esse cultivo da rejeição me fez uma pessoa menos sociável e até certo ponto tímida. Além de ter um comportamento peculiar de euforia. Isto era motivo para me taxarem como maluco e ganhar apelidos como Tonho da Lua e Jamanta.

Crianças e adolescentes são cruéis a este ponto: não costumam perdoar o diferente ainda mais quando este se esforça pra andar na linha, acredita que seu esforço é recompensado e o é para os pais e professores, mas para seus colegas ele sempre será o doentão esquisito.

O que leva a pessoas como nós escolherem bem amigos. Eu por exemplo só tive um amigo por toda minha infância e adolescência. Alguém que era aproximadamente da minha idade e tinha as mesmas idéias, mesmo ele não sendo tão nerd. Quando ele se mudou aquilo foi um choque pra mim e veio com a notícia de que eu era mal visto pelas pessoas em geral e eram ditos comentários maldosos.

O fato é que se você for um padrão que a sociedade acha aceitável logo tratam você como portador de alguma síndrome ou problema mental, isto quando não põe sua sexualidade em cheque. Isto porque, conforme disse anteriormente, você não se envolve com qualquer pessoa e não busca um relacionamento justamente porque você não se valoriza, é tão mal falado que aquelas palavras pesam em sua reputação e te intimidam a chance de iniciativa.

Só fui voltar a ter um grupo de amigos em 1998, alguns eram do colégio, do tipo de contar no dedo. E eram atualizados bastante com o universo que eu curtia: games. Isso pra mim foi como o renascimento de um cara que se achava viver excluído socialmente e não se encontrar em um grupo.

Apesar disso, na escolha ainda acontecia a retaliação e era o ambiente em que eu passava boa parte do meu tempo. Era como carregar um fardo com uma responsabilidade. Momentos que eu tive que queria chorar, largar tudo. Se não fosse pela insistência e carinho que minha mãe tinha, e também com o tempo acabei endurecendo um pouco meu espírito. Passei a ser menos sociável, já estava de saco cheio de tudo aquilo. Não me interessava mais aquelas pessoas e sim os amigos os quais tinha um grupo.

Mas agora como pai fiquei preocupado com meu filho estar com essa mesma personalidade minha, sempre desejei que ele não repetisse o mesmo padrão comportamental e as crises de euforia que eu ainda tenho. Porém, como filho de peixe peixinho é, ele apresenta o mesmo comportamento.

Isso levou a busca também para que eu pudesse entender tudo isso. Veja bem: já parei psicólogos antes, já fiz até eletro mas disso que eu fiz pouco lembro. Então precisava abrir novamente esse baú para saber a verdade. Meu filho tem hiperatividade devido a essa agitação descontrolada e está tendo uma atividade numa escola de futebol para descarregar essa enerigia.

Quanto a mim fiz um eletro e, subvertendo as expectativas de alguns, o neurologista afirmou que eu tenho uma atividade cerebral normal e me recomendou uns remédios para minhas crises de ansiedade, e cortou o café da minha dieta (poxa, doutor).

Toda essa narrativa mostra o quando a sociedade ainda é preconceituosa com quem tem problemas de socialização oriundos de transtornos ou limitações seja elas quais forem. Crianças e adolescentes são cruéis a maioria das vezes e geralmente não entendem muito de empatia, o ambiente escolar é um ambiente canibalesco onde existem os populares e os excluídos. Isso não vai mudar, nem espero que mude. Mas gostaria que se entendesse que pessoas com problemas de socialização existem, mas nunca são levadas em conta, até são rechaçadas mais pela sociedade e pela mídia como o caso dos Incels.

Ninguém é obrigado a saber da história de um desconhecido, nem porque ele é babaca com os outros algumas vezes, mas deveríamos nos esforçar pra entender de onde vem essa atitude e aceitar que a gente pode ter culpa no processo, pois todos nós fomos crianças e adolescentes e fomos diversas vezes escrotos essas pessoas que se tornaram assim. Deveríamos no mínimo aceitar que em certos momentos agimos com crueldade com os outros e tentar minimizar a crueldade dos nosso filhos, para evitar mais rancor no futuro.

01 setembro 2019

A Raridade de Itens, A Ingorância de Outros...





A internet é um local maravilhoso: é um local onde você acha pessoas cujo compartilham os mesmos gostos e onde você não se encaixa acha pessoas fãs de tudo: desde quadrinhos a bichinhos virtuais. Porém nem tudo são flores: algumas vezes encontramos também um público expert em certos assunto, mas completamente leigo em outros.

O que vou contar aqui são dois casos distintos e ambos erros cometidos por mim. Primeiro foi o anúncio de um bichinho virtual dos anos 90 num grupo de Bazar da minha região. Onde uma menina entrou em contato no marketplace, local onde tinha anunciado e compartilhado nos grupos, e esta me respondeu o anúncio em tom de deboche e com diversos ícones de risada.





 E nem é culpa dela isso: a internet ajudou a unificar as pessoas, mas ainda elas vivem num círculo social fechado. Talvez ela nunca tenha consultado um Mercado Livre e tenha se deparado com anúncios deste brinquedo e com seu preço atual:



Eu fiquei até com raiva na hora, mas levei em conta que achei que ela é ignorante no assunto. Pra ela um bichinho virtual é tudo igual. Mas na prática esse tipo de bichinho não é mais fabricado. Até usa o mesmo molde, mas a programação não é a mesma: agora colocam um monte de bichinho pra escolher com uma programação imitação desse. O que torna esse modelo raro automaticamente.

O que mais espantou foi o que aconteceu recentemente com isto aqui:


Isso que vocês estão vendo: um Apollo. Consegui durante um garimpo. Todo sujo a tela tava bem embassada, limpei com limpa tela de PC e ficou novinho. O compartimento de pilhas em excelente estado. Testei com pilhas e funcionando 100%. Fui ver quanto custava ele no Mercado Livre:







Pra quem não sabe nos anos 90 foi uma febre nesses  mini games tipo Tetris: não era todo mundo que tinha dinheiro pra comprar um Game Boy e Game Gear. Então os Mini Games foram a salvação de muitos gamers na época. Eram toscos e simples, mas muitos tinham programações divertidas. Para efeito de comparação mini games eram os smartphones da época, todo mundo tinha principalmente o Brick Game.

Só que o Brick Game foi aquele portátil que conquistou as massas: crianças e até adultos jogavam. Tudo graças ao criador Alexey Pajitnov que criou o Tetris um puzzle eletrônico simples, divertido e viciante!



O que acontece: aqui no Brasil tínhamos inicialmente dois modelos de mini games: o Brick Game 2 in 1  e o Apollo. Porém o Apollo se destacava por ter mais de uma variação de jogos como jogo de Nave e Cobrinha. Isso usando a programação do Tetris, além dele ter voz digitalizada dizendo great cada vez que você completava e acertava uma linha no Tetris entre outros efeitos. Se tornando o sonho de consumo de muitos jovens da época. 

O negócio é que isso também fez com quem fabricava o Brick Game "orignal" se mexesse e lançasse o Brick Game com voz e mais jogos. O Super Talking Brick Game:




Assim como o Apollo que ganhou um boost com mais jogos (180 jogos), mas ficou por aí. O Brick Game continuou até chegar a marca de 999999 in 1 que é aquela pura enganação dos cartuchos piratas do Nes (Polystation) onde temos poucos jogos e o resto são repetições:

 
Vocês podem olhar a tela é menor que os modelos antigos, usa-se agora duas pilhas e a programação é a mesma do antigo modelo alterada para passar a sensação de se ter mais jogos. E claro isso é vendido a preço de banana por aí.

Por mais que isso seja algo acessível, nunca será como os Brick Games antigos, principalmente o Apollo.  Então o Apollo por não ter sido descontinuado acaba se tornando uma peça rara para colecionadores, e sim existem colecionadores de mini games. Um mesmo já entrou em contato comigo na postagem dos Mini Games Serie Master


Como disse o ramo de colecionismo é grande, você conhece pessoas que colecionam de tudo. Eu fui anunciar este mini game em grupos gamers e tive a mesma reação de pessoas como a menina do Tamagotchi. Só que bem pior, sabe um hate desnecessário aconteceu, e num grupo onde tinha como tema videogames antigos e pessoas vendem os jogos lá a peso de ouro muitas vezes. E olha que estou cobrando bem abaixo do que o pessoal do Mercado Livre cobra por esses itens, porque eu sei o valor deles e o contexto que eles foram lançados, assim como diversos itens. Só não acho que eles valham o preço de uma Moto

O que acontece é que muitas pessoas que criticam são muitas que sustentam esse mercado de retrocolecionismo com preços absurdos. E você que tenta sobreviver a isso, até mesmo levar algo mais em conta pra algum colecionador entusiasta poder se livrar desse mercado absurdo acaba sendo hostilizado por essas pessoas. 

Mas a vida se segue, enfim.

27 julho 2019

Sobre Cavaleiros do Zodíaco, Falácias e a Incompetência do Marketing da Netflix




Amigos, durante o final de semana estreou a nova animação de Cavaleiros do Zodiaco na Netflix. Levantou muitos comentários e tretas, e eu acabei não ficando de fora.

Durante um caloroso debate no Whatsapp (sim, sou tiozão do aplicativo) encarei um colega com a seguinte crítica a quem criticava o novo remake da série - o famoso chavão "não foi feito para você, mas para o novo público". Minha proposta aqui é discutir essa falácia, que até anteriormente discuti nessa postagem, mas quero dar mais amplitude a isso e mostrar que ela tem duas vias.

A verdade é que todo mundo tem um senso crítico, com critérios pré estabelecidos por cada um e geralmente gerado por um consenso geral. Acredito que eu, como todos vocês e os fãs sabem que CDZ foi uma obra perfeita, por conta do autor mesmo e adaptação animada que foi criada tentou dar um jeito em algumas coisas e até criando outras bem bizarras.

Dizer que CDZ é datado em vários aspectos, podemos dizer que sim, porém a animação que a Netflix fez ainda sim tem seus problemas. Você dizendo que ela não é para público antigo e sim para novo se automaticamente exclui desse público, você se torna um que não compreendeu quanto aquele que critica.

Porque existe sim casos de você não ter interesse sobre um determinado produto e achar ele com valor para outra pessoa, ou seja não ser para você. Um exemplo é meu filho: ele adora coisas da minha época - viu diversas vezes Caça Fantasmas (os dois pimeiros filmes), maratonou a série animada antiga e minha esposa disse que está vendo uma nova com minha sobrinha. Ele não deixou de gostar das coisas que ele mesmo gosta. Ele vê Peppa Pig, Patrulha Canina, PJ Masks... Material que não é para mim, eu não vou maratonar nenhum desse conteúdo no fim de semana, porém pela premissa e por visão de alguns episódios vejo como um material saudável para meu filho. E ele não se liga muito em Dragon Ball e Cavaleiros do Zodiaco. Até mesmo já cheguei a mostrar isso para ele e não se interessou.



Aí que entra o outro problema: o público que se destina o que a Netflix tem feito com ações de marketing para isso? Tem algum produto com o tema dessa nova animação para estes de uma forma explícita? Até agora não vi nenhuma movimentação significativa. O que tem e sempre teve foi algo voltado para o público antigo, e muito desse material vem de fora. Como por exemplo as figuras colecionáveis. Eu não vejo nenhuma movimentação aliada nem a brinquedos, coisa que foi feito com a série nos anos 90.



O fato é que a série foi jogada por aqui devido ao legado que deixou aqui, ao fandom que tem aqui e que a mídia e algumas pessoas fazem é crucificar por criticarem um conteúdo que é um remake e isso serie inevitável mesmo se a série fosse boa, o que realmente não é. Pois foi descaracterizada em muitos pontos.



Eu particularmente não me preocupo tanto, quando o pessoal acha que se preocupa com isso. Até porque toda essa jogada é uma maneira de tentar emplacar CDZ no mercado americano. Como disse na primeira postagem que fiz. Não é tão significativo o lançamento aqui, até porque a Netflix nunca fez nenhuma movimentação de marketing e merchandising de seus produtos infantis desde a época que eles fizeram uma nova animação de Ursinhos Carinhosos os bonecos nunca foram lançados por aqui. E olha que é um desenho que está na memória de muitos por aqui.



Então amiguinho, se você acha besteira ou bobeira quem critica um remake de qualquer coisa vinda de quem é fã do material pré estabelecido, você é até mais bobo que esse pessoal. Porque você quer que esse tipo de material não tenha crítica.

E tenho dito.






22 julho 2019

We're Back a Dinossaur Story (Game Boy)





Antigamente jogos baseados em filmes ou qualquer mídia visual são curiosos: podiam ser jogos com alguma qualidade ou bombas completas. Nos anos 90 quase tudo ganhava jogo, ainda mais se fossem animações infantis.

Aí que We're Back: a Dinossaur Story. Baseado num filme chamado  Os Dinossauros Voltaram que nunca assisti na vida. Lançado pela Bean Software e a High Tech Experssions para o Game Boy. Nse game você controla um dinossauro que deve salvar seus amigos de um vilão que parece que roubou o figurino do Supla e para isto conta com suas habilidades e pequenos blocos que são recolhidos e atirados em seus inimigos.

Pra quem já jogou outros jogos das referidas empresas como Taz Mania 2 e Tom e Jerry logo notará a mecânica e os efeitos sonoros do game. Aliás este game foi lançado com outros nomes como Baby T Rex (na Alemanha, Áustria e Suíça), Bamse (Scandinávia) e Acro Soar (Austrália).




  Por aqui ficou popular entre os cartuchinhos piratas:



Esse game acabei adquirindo num lote com outros games por 25 reais, entre eles um Pokémon Silver original. Peguei o lote por causa do game mesmo, mas acabei testando esse e de todos era o menos ruim. Aqui você controla um pequeno dinossauro que recolhe uma espécie de caixa que atira em seus inimigos, ele também corre quando anda por declives para tomar impulso para pular grandes abismos. Chega a parecer um Sonic de Master System nesses momentos.

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No geral é um jogo de plataforma sem muita coisa especial, um dos pontos bacanas e ele usar de um skate na fase da caverna. É mais para quem busca um desafio visto que controle do personagem quando corre requer prática para desviar dos obstáculos sem morrer, tenho me entretido por algumas horas com esse game em alguns momentos.



23 junho 2019

[Crítica do Koi #6] Toy Story 4






O quarto filme da franquia destrói a fantasia e promove a destruição da essência do protagonista.

 

Aviso: Texto contém spoilers.

Toy Story para mim é uma das mais memoráveis franquias do cinema, posso estar falando com uma certa  paixão exagerada, mas é marcante a relação de Andy com seus brinquedos e como pelo meio da fantasia eles tinham uma reciprocidade com ele.



Tamanho o sucesso que o filme gerou continuações: um segundo filme que introduz uma nova personagem e um terceiro filme que tenta tratar, de uma maneira corriqueira, a passagem de um legado, já que o personagem estava crescido e tinha a necessidade de passar seus brinquedos a alguém de confiança. 

No novo filme vemos uma Bonnie no boneco Woody, que era o brinquedo favorito de Andy seu antigo dono. Ela trai a relação de confiança pré estabelecida com seu antigo dono no terceiro filme, que já era mal feita no ato final. Quem está lendo pode achar um exagero, mas dentro da temática da franquia e foi pré estabelecido no primeiro filme era de uma relação inseparável entre os brinquedos e seus donos. Tanto que Andy confia a Bonnie a tutela dos mesmos. Descomprometendo a promessa com a premissa que é o pilar principal da franquia. A relação inseparável entre crianças e brinquedos.



Pra vocês entenderem o contexto imagina que você tem uma coleção, algo muito precioso que te acompanha a vida inteira e você encontra uma pessoa com a mesma visão e os mesmo valores e curte essa coisa, e você decide passar adianta. Lógico que essa pessoa será a primeira a receber isso caso você precise deixar essa coisa para alguém devido ao compromisso de cuidar dela com carinho.

Já dentro desta sequência se mostra que o Cowboy não é mais visto como interessante pela sua dona, dando preferência a Jessie (tanto que ela dá a estrela de xerife a ela). E o protagonista se foca em reconquistar a Bonnie chegando a ir de intruso dentro de sua mochila para o dia de adaptação da pré escola. Insiste tanto em reconquistar a menina, mesmo com o alerta da boneca de pano Dolly que afirma "A Bonnie não é como o Andy".

Durante o ato da pré escola ele a ajuda indiretamente a construir um brinquedo feito de material reciclado, chamado Garfinho (Forky no original). E durante os primeiros momentos da trama fica tentando se jogar no lixo não aceitando sua nova condição como "brinquedo". Woody tenta o tempo todo evitar tal feito, já que ele é praticamente um símbolo de algo que ele a ajudou a fazer, de uma forma platônica.

Durante a viagem é que as coisas pioram porque o garfo brinquedo se atira pela janela e acaba parando num parque de diversões e lá vai o Woody tentar salvar o treco. Lá ele descobre o abajur de um antigo brinquedo da irmã de Andy a boneca de porcelana Betty que é doada num flashback no início da trama e não questiona o tal ato, cujo Woody discorda. Acaba dentro de uma loja de antiguidades onde encontra a antagonista da trama Gabby Gabby que deseja roubar caixa de voz do personagem, cujo é o mesmo modelo que ela tem e veio com defeito de fabricação.



Woody volta para o clichê repetido exaustivamente nos filmes anteriores "salvar brinquedo a voltar para sua criança", mas de uma forma pouco empolgante. Parece um roteiro de filme direto pra vídeo. Pra começar ele consegue resgatar o Garfinho dando sua Caixa de Voz a vilã da história, que o havia sequestrado, que o faz para ter atenção para a neta da dona do antiquário, mas seu ato ruim acaba dando errado pois esta a ignora. Só que ao invés de ser punida é tratada como vítima, ganhando uma nova chance com a Bonnie. Coisa que se anda fazendo em muitas produções, principalmente as infantis: diminuir as atitudes do vilão, forçar que eles são mais vítimas das circunstâncias e que eles não tem escolha e eles acabam sendo maus, onde o protagonista ou herói tem a redenção e não o contrário, como deveria ser. Um relativismo do bem e do mal.

Além de um final extremamente piegas e forçado em que Woody fica com Betty. Fica notório as divergências entre os dois e nenhum ponto convergente convincente para os dois. Nem a justificativa deles serem personagens desde o primeiro filme convence: foi pré estabelecido no flashback inicial que eles tinham visões diferentes da relação humano x brinquedo. E pra fechar o caixão de como Woody renuncia sua essência, ele entrega sua estrela de xerife a Jessie. E passa a viver como um brinquedo sem dono: abandonando seus ideais pré estabelecidos e reforçados no terceiro filme de ao menos ficar junto com os brinquedos do Andy.

Toy Story 4 é o emprego do mais pesado realismo com toque depressivo, onde o protagonista entrega sua essência e é recompensado com uma vida incompatível com a qual ele acredita e com o que o universo do filme passou desde o início, o 3 já tinha fechado a tampa do caixão da franquia com um final e momentos altamente depressivos (lembram da cena pavorosa da fornalha?). Fiquemos com as boas lembranças dos primeiros filme, é melhor para nossa saúde.






12 maio 2019

A Treta da Pluralidade





A internete oscila entre dois caminhos: o caminho do conhecimento útil e do conhecimento inútil. Ambos podem levar a discussões enormes e tempestades em copo d'água. Então durante minhas navegadas encontrei uma treta de um velho conhecido que já teve uma entrevista por aqui:



Ele arrumou uma treta com uma Youtuber (veja no link aqui ) do meio dos animes e mangá, uma Youtuber famosa daquele tipo engajada comprometida com agenda militante, da mesma forma que nosso amigo aí citado no Twitter. Uma pessoa que apresenta conteúdos brilhantes como esse abaixo:



O que gerou a discordância desses dois indivíduos, além de ele ter chamado a dita de burrinha, foi justamente o plural de Pokémon. Eu então, resolvi pesquisar pra ver se realmente nosso amiguinho estava com a razão.

Pesquisando por aqui caí nesse link aqui e ele explica o seguinte:


O significado de Pokémon e forma correta da escrita


A palavra Pokémon vem de uma abreviação do inglês “Pocket Monsters” que já está no plural e significa “Monstros de bolso“. Já o nome que recebe este significado em inglês está diretamente associado a franquia da marca japonesa, “Pocket Monsters“, Em japonês: ポケットモンスター (Poketto Monsutā), que traduzindo também é monstros de bolso, que além de se referir à própria franquia Pokémon, também se refere coletivamente às mais de 800 espécies de monstros da ficção que fizeram aparições na mídia Pokémon a partir dos lançamento dos  jogos de RPG  para a Nintendo 3DS , e o famoso Pokémon GO para Android e Ios. Assim as formas singular e plural da palavra “Pokémon” não diferem nem o nome de cada espécie individual; Em suma, é gramaticalmente correto dizer tanto “um Pokémon” como “muitos Pokémon”.


O artigo ainda vai além:

Quando o assunto é sites, a escrita da palavra “Pokémons“, serve para ajudar as pessoas a encontrarem em suas buscas na internet o conteúdo correto do jeito que elas digitam. Se você procurar o nome de um objeto no Google imagens por exemplo, caso escreva a palavra no plural, a probabilidade de se encontrar imagens de muitos objetos do mesmo tipo em primeiro lugar é muito maior do que se você digitar a palavra da busca em singular. Da mesma forma a maioria das pessoas que digitam “pokemons” na busca vão encontrar matérias com títulos que usam a letra “S“, e visto que a maior parte dos brasileiros digitam da forma errada, é muito mais cabível de se criar títulos com a palavra “Pokémons“, o que já virou um costume brasileiro.

Sendo assim um costume lógico de quase tudo no Português ter a letra “S” no plural, ao digitar a palavra em redes sociais, e em outros lugares, quase ninguém se importa em estar certo ou não, pois são as redes sociais dignas de linguagem informal e ou popular que é uma linguagem utilizada no cotidiano em que não exige a atenção total da gramática, de modo que haja mais fluidez na comunicação oral, ainda mais no caso de um assunto que não seja tão sério como falar o nome de um desenho ou um jogo onde já virou moda falar ou digitar a palavra “Pokémons” com “S“. A final de contas “Aqui é o Brasil!”.


 Então, concluímos que o Igor estava certo em sua colocação, mas tanto ódio quando ao se referir a dita Youtuber como burrinha? Ela não poderia ter ignorado isso e ter seguido em frente? Acredito que sim, afinal pra uma fama que ela tem por que ela perderia tempo com alguém que a ofende de uma maneira tão pífia? Simplesmente o Ego: as redes sociais estão infestadas de gente assim ainda mais no meio nerd e afins. Pessoas que tem uma influência e fãs que fazem tudo por aquela pessoa até mesmo atacar por qualquer crítica e mesmo que elas chamem de coisas tão voláteis como burro e bobo. Felipe Neto que o diga.

Mas isso prova mais uma coisa, que fica bem claro cada dia que passa: essas pessoas aí não são nerds, a maneira como o dito foi tratado pelos seguidores dela foi totalmente exagerada. As pessoas estão a flor da pele, ainda mais se for uma minoria que a militância engajada defende. Haru é uma mulher Igor é um homem branco, cis, heteronormativo etc... Então fica claro quem vai defender quem nessa disputa. Ele foi o boi de piranha, foi servido como prato principal de muita gente que concorda com a agenda política dele. Não se teve piedade, mesmo que ele tenha se referido a dita com uma ofensa tão infantil. Ele foi vítima do modus operandi da ideologia que ele abraça.

Não estou dizendo que foi totalmente correto a colocação do Igor em chamá-la de burra, mas ela não foi justa em o expor dessa maneira. Por mais que ele fosse um doido (e ele é), ele tinha razão em certo ponto. O que sacrificou ele foi a maneira como ele disse pra pessoa que era, agora aguente a indignação passageira de seus amiguinhos.

Vendo gente que se diz Nerds atacando outros Nerds dessa forma vejo como um conflito que cada dia mais está recorrente em nosso mundo virtual, ainda mais quando se trata de novos nerds (Neo-Nerds). Éramos mais felizes antigamente mesmo.