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02 outubro 2026

Vender Colecionáveis em Plataformas Dá Lucro? Os Custos que o Comprador Não Vê

 


Comprar e vender itens de colecionismo pela internet parece simples. Você encontra um produto, pesquisa o preço, anuncia em um marketplace e espera a venda acontecer.

Mas existe uma história muito maior por trás de um anúncio de R$ 15, R$ 50 ou R$ 100.

Entre vendedores, compradores, marketplaces, taxas, fretes, embalagens, devoluções e preços de mercado, existe uma relação que depende de algo que nenhuma plataforma consegue garantir completamente: bom senso, conhecimento e confiança entre as duas partes.

E o crescimento dos nichos de colecionismo tornou essa relação ainda mais complicada.

Hoje existe uma quantidade enorme de produtos, vendedores e anúncios disponíveis. Ao mesmo tempo, muitas pessoas começaram a enxergar o colecionismo como uma oportunidade de negócio.

O problema aparece quando alguém entra nesse mercado sem conhecer minimamente aquilo que está vendendo.

E também quando o comprador acredita que toda responsabilidade por sua própria decisão de compra deve desaparecer depois que ele aperta o botão "comprar".


O preço de um Colecionável é Realmente o Preço Que Aparece na Internet?

Recentemente, vivi uma situação curiosa envolvendo um LP.

Era um disco cujo valor de mercado não era particularmente alto. Ainda assim, um cliente comprou o produto por um preço superior ao que normalmente poderia ser encontrado em outras referências e posteriormente reclamou publicamente em uma rede social.

A situação levanta uma questão importante:

Se existem vários preços diferentes para o mesmo produto, quem determina quanto ele realmente vale?

A resposta não é tão simples.

Em mercados de colecionáveis, o preço pode variar bastante de acordo com conservação, raridade, edição, demanda, estado da embalagem, presença de encarte, autenticidade, procedência e até mesmo o momento em que o item está sendo vendido.

Um produto pode estar anunciado por R$ 20 em um lugar e por R$ 60 em outro.

Isso não significa automaticamente que o vendedor que cobra R$ 60 está enganando alguém.

Da mesma maneira, também não significa que todo preço elevado seja justificável.

É justamente aí que entra a curadoria do vendedor e, principalmente, a responsabilidade do comprador de pesquisar antes de finalizar a compra.


Marketplace não é garantia de cliente satisfeito

Existe uma percepção de que comprar em um grande marketplace significa estar completamente protegido contra qualquer problema.

De certa maneira, as plataformas oferecem mecanismos importantes de segurança, pagamento, mediação e devolução.

Mas existe uma diferença entre segurança da transação e garantia de satisfação.

O marketplace facilita o encontro entre compradores e vendedores.

Ele não transforma automaticamente um vendedor despreparado em especialista.

Também não transforma automaticamente um comprador em alguém que conhece o produto que está adquirindo.

E muito menos consegue eliminar todos os conflitos que podem surgir depois da venda.

Por isso, existe uma figura extremamente importante nessa relação:

O vendedor que conhece aquilo que está vendendo.



O Boom dos Nichos de Colecionismo Trouxe Muita Oferta — e Muito Desconhecimento

O mercado de colecionáveis, brinquedos antigos, CDs, DVDs, revistas, quadrinhos, LPs e itens de cultura pop cresceu muito na internet.

Hoje é possível encontrar praticamente qualquer coisa em marketplaces.

Isso é excelente para quem coleciona.

Mas existe um efeito colateral.

Quando um nicho começa a chamar atenção, surgem também pessoas que entram nele apenas porque perceberam uma oportunidade de ganhar dinheiro.

Não há nada de errado nisso.

O problema acontece quando o vendedor não procura entender o produto.

Um brinquedo antigo pode possuir diferentes versões.

Uma revista pode ter uma edição mais rara.

Um CD pode possuir uma primeira prensagem diferente de uma reedição.

Um boneco pode ter acessórios que alteram significativamente seu interesse para colecionadores.

Um LP pode ter uma determinada prensagem mais procurada do que outra.

Sem conhecimento, o vendedor pode simplesmente copiar o preço de outro anúncio e reproduzir uma informação errada.

E assim começa uma espécie de efeito cascata:

Um vendedor publica um preço sem conhecer o produto, outro copia, um terceiro copia o segundo e, depois de algum tempo, aquele preço passa a parecer uma referência de mercado.

Só que ele pode nunca ter representado o verdadeiro mercado. 



O vendedor também paga para vender

Outro ponto que costuma desaparecer quando alguém olha para um anúncio de marketplace é o custo operacional.

Imagine um exemplo simples.

Você anuncia um produto por R$ 15.

Depois de taxas, custos e demais despesas relacionadas à operação, sobram aproximadamente R$ 7 de lucro.

À primeira vista, alguém pode pensar:

"Vendeu por R$ 15 e ganhou R$ 7. Está ótimo."

Mas a conta real não termina aí.

Existe embalagem.

Existe material para proteger o produto.

Existe impressão de etiqueta.

Existe impressão de declarações ou documentos necessários para o envio.

Existe tempo para separar a mercadoria.

Existe conferência.

Existe higienização quando necessária.

Existe armazenamento.

Existe deslocamento até o ponto de coleta.

Existe combustível ou transporte.

Existe tempo para fotografar o produto.

Existe tempo para escrever o anúncio.

Existe atendimento ao comprador.

Existe o risco de devolução.

Existe ainda o próprio custo de aquisição da mercadoria.

Portanto, lucro não é simplesmente preço de venda menos preço de compra.

Para quem vende produtos baratos, esse detalhe fica ainda mais evidente.

Um item vendido por R$ 15 pode exigir praticamente o mesmo trabalho operacional de outro vendido por R$ 50.

É por isso que muitos vendedores precisam estabelecer um lucro mínimo por operação.

Não significa cobrar qualquer preço.

Significa entender que vender também possui custo.


Quando R$ 7 de lucro não significa R$ 7 de dinheiro fácil

Imagine que um vendedor compre um item por R$ 5 e consiga vendê-lo por R$ 15.

Se, depois das taxas, sobrarem R$ 7, ainda será necessário considerar os custos indiretos da operação.

Se a embalagem custar R$ 1,50, já existe uma diferença.

Se houver deslocamento para levar diversos produtos ao ponto de coleta, existe outro custo.

Se o vendedor gastar tempo fotografando, cadastrando e preparando o anúncio, existe um custo de trabalho.

Se o produto precisar ser higienizado e protegido individualmente, novamente existe trabalho.

É por isso que o vendedor profissional precisa olhar para o negócio como um conjunto.

Preço de venda, custo de aquisição, taxas, embalagem, logística, tempo e risco fazem parte da mesma equação.

Quem ignora isso pode até vender bastante.

Mas vender bastante não significa necessariamente ganhar dinheiro.


Os Dois Antagonistas Desse Mercado

Quando observamos os conflitos nos marketplaces, existem dois comportamentos que acabam prejudicando o ecossistema.

De um lado estão os vendedores oportunistas ou despreparados.

São pessoas que entram no nicho sem estudar, não conhecem o produto, não sabem identificar versões, não descrevem corretamente o estado de conservação e, algumas vezes, simplesmente reproduzem informações encontradas em outros anúncios.

Do outro lado estão alguns compradores que exploram excessivamente os mecanismos oferecidos pelas plataformas.

A existência de políticas de proteção ao consumidor é fundamental.

Mas qualquer sistema pode ser utilizado de maneira inadequada.

Quando um comprador usa uma ferramenta de devolução sem agir de boa-fé, o prejuízo pode ultrapassar o valor financeiro do produto.

Existe o tempo perdido.

Existe o transtorno.

Existe o estoque que fica indisponível.

Existe a necessidade de analisar o problema.


Quando a Devolução Vira Um Problema Para o Vendedor

Um caso que aconteceu comigo na Shopee ilustra bem essa situação.

Vendi um boneco do Chaves e o comprador solicitou a devolução alegando que já possuía aquele personagem.

A questão é que, segundo o ocorrido, ele sequer havia se dado ao trabalho de abrir a caixa para conhecer adequadamente o produto.

O problema ficou ainda maior porque, no processo de devolução, recebi outra mercadoria em vez do produto que havia enviado.

Imagine o cenário.

O vendedor separa o produto.

Confere.

Embala.

Prepara a postagem.

Leva ao ponto de coleta.

Espera a entrega.

Depois precisa lidar com uma devolução.

E, além disso, precisa verificar se aquilo que voltou é realmente o mesmo produto.

Todo esse processo consome algo que raramente aparece nos anúncios:

tempo.

Para quem possui um grande estoque e uma estrutura empresarial, talvez um problema desse tipo seja absorvido com maior facilidade.

Para um pequeno vendedor, que precisa pagar suas contas com as próprias vendas, uma ocorrência assim pode representar horas de trabalho desperdiçadas.

Felizmente, nesse caso específico, a plataforma analisou a situação, me atendeu e o prejuízo financeiro não ficou comigo. O comprador acabou tendo a conta banida.

Mas existe uma lição mais importante nessa história.

Uma política criada para proteger o consumidor precisa continuar sendo utilizada dentro da boa-fé.

E existe a possibilidade de o produto voltar diferente daquele que foi enviado.


Curadoria: o Vendedor Precisa Conhecer Aquilo Que Vende



Existe uma diferença enorme entre simplesmente revender alguma coisa e trabalhar com curadoria de colecionáveis.

Curadoria significa pesquisar.

Comparar.

Identificar.

Separar.

Conservar.

Higienizar quando necessário.

Fotografar corretamente.

Descrever defeitos.

Informar medidas.

Verificar acessórios.

Pesquisar versões.

E, principalmente, entender que aquilo que está sendo vendido pode ter importância para alguém.

A internet facilita muito esse processo.

Existem comunidades de colecionadores, grupos especializados, bancos de dados, catálogos, fóruns, sites especializados e pessoas dispostas a compartilhar conhecimento.

Quem quer vender melhor precisa aprender com esse ecossistema.


A comunidade e Seu Papel

Uma das características mais interessantes dos nichos de colecionismo é justamente a quantidade de conhecimento acumulado pelos próprios colecionadores.

Uma dúvida sobre determinado brinquedo pode revelar uma versão específica.

Uma fotografia pode ajudar a identificar uma edição.

Uma comparação pode mostrar que determinado acessório não pertence originalmente à peça.

Uma discussão sobre um LP pode esclarecer diferenças entre prensagens.

Esse conhecimento compartilhado ajuda tanto quem compra quanto quem vende.

E existe uma consequência positiva:

quanto mais conhecimento o vendedor acumula, melhor fica sua capacidade de fazer curadoria.

Isso também reduz erros de precificação.

O objetivo não deveria ser descobrir "como cobrar o máximo possível".

Deveria ser descobrir:

"O que exatamente eu tenho nas mãos e qual é uma faixa de preço coerente para esse produto?"


 Ganhar Dinheiro Sem Abandonar o Conhecimento

O vendedor precisa ganhar dinheiro.

Essa parte não deveria ser tratada como algo negativo.

Quem mantém estoque, paga taxas, compra embalagens, desloca-se para enviar pedidos e dedica horas ao negócio precisa obter retorno financeiro.

O problema aparece quando a busca pelo lucro elimina o conhecimento e a responsabilidade.

Um vendedor consciente procura entender o produto antes de colocar preço.

Ele observa o mercado.

Pesquisa vendas e anúncios comparáveis.

Analisa conservação.

Identifica possíveis diferenças entre versões.

Considera os custos da operação.

E então estabelece um preço.

Esse processo é muito diferente de simplesmente olhar para o anúncio mais caro da internet e decidir:

"Se alguém está pedindo R$ 100, vou pedir R$ 120."

Preço anunciado não é necessariamente preço realizado.

E preço alto não é automaticamente sinônimo de produto raro. 


A Embalagem: Um Diferencial.

Existe outro ponto que muitas vezes passa despercebido: a embalagem também faz parte da experiência de compra.

Um colecionador que compra uma revista antiga, um CD, um DVD, um brinquedo ou um LP espera que o produto chegue inteiro.

Isso parece óbvio.

Mas, para produtos antigos, a embalagem pode ser ainda mais importante.

Um plástico-bolha adequado.

Uma caixa compatível.

Proteção contra impacto.

Proteção para cantos.

Separação entre peças.

Identificação correta.

Tudo isso pode fazer diferença.

Para um vendedor de colecionáveis, uma boa embalagem não é apenas uma obrigação logística.

Ela pode ser um diferencial competitivo.

O comprador percebe quando o vendedor teve cuidado.

E o comprador também precisa fazer a sua parte

A responsabilidade não está apenas de um lado.

Antes de comprar um colecionável, é importante observar as fotografias, ler a descrição, conferir medidas, verificar o estado de conservação e tirar dúvidas quando necessário.

Em produtos usados, isso é ainda mais importante.

Se o anúncio informa claramente que determinado brinquedo possui desgaste, que uma peça está faltando ou que o produto apresenta determinada condição, o comprador precisa considerar essa informação antes de comprar.

Comprar por impulso e depois perceber que o produto não era aquilo que imaginava pode gerar uma devolução perfeitamente evitável.

E toda devolução tem consequências.

Para o comprador, pode significar apenas preparar um pacote e enviá-lo novamente.

Para o vendedor, pode significar interromper o fluxo do estoque, conferir o produto, lidar com atendimento, analisar a devolução e eventualmente descobrir que alguma coisa não voltou da mesma forma. 


A Pergunta a Se Fazer Antes de Clicar em Comprar.

Eu realmente quero esse produto?

Parece uma pergunta simples.

Mas talvez seja uma das mais importantes para o comércio eletrônico.

Se o produto é usado, o estado está claro?

As fotos foram analisadas?

As medidas são compatíveis com o que você procura?

Você conhece aquela versão?

O preço está dentro do que você considera aceitável?

Existe alguma dúvida que deveria ser esclarecida antes da compra?

Cinco minutos de pesquisa podem evitar uma devolução e uma cadeia inteira de problemas.


Marketplace Precisa de Confiança — Não Apenas De Regras

Os marketplaces criaram uma transformação enorme no comércio.

Hoje um pequeno vendedor consegue colocar um produto diante de milhares de potenciais compradores sem precisar manter uma loja física tradicional.

Para o mercado de colecionáveis, isso foi ainda mais significativo.

Produtos que antes ficavam esquecidos em caixas, armários, sebos e pequenos bazares passaram a encontrar compradores em diferentes partes do país.

Mas a tecnologia não elimina a necessidade de responsabilidade.

Ela apenas aproxima as pessoas.

No final, continuam existindo duas pessoas em lados diferentes da negociação.

Alguém que vende.

Alguém que compra.

E ambos precisam entender que existe uma pessoa do outro lado da tela.


O Colecionismo Depende do Bom Senso.



O crescimento dos marketplaces e do mercado de colecionáveis pode continuar sendo uma oportunidade para pequenos vendedores, colecionadores e pessoas que desejam transformar objetos antigos em renda.

Mas quanto maior o mercado, maior também precisa ser o nível de conhecimento.

O vendedor precisa profissionalizar sua operação.

Pesquisar.

Fazer curadoria.

Conservar.

Embalar corretamente.

Descrever com honestidade.

E compreender seus custos.

O comprador, por sua vez, precisa pesquisar antes de comprar.

Entender o produto.

Ler o anúncio.

Observar as fotos.

Perguntar quando houver dúvida.

E utilizar os mecanismos de proteção das plataformas com responsabilidade e boa-fé.

No fim das contas, o preço é apenas uma parte da história.

Um marketplace pode mostrar o valor de um produto, mas não consegue medir completamente o conhecimento de quem vende, o cuidado de quem compra, o trabalho envolvido na preparação de um pedido ou a confiança construída depois de uma boa negociação.

E talvez seja justamente essa confiança que diferencie um simples anúncio de uma relação comercial duradoura.

Porque, no colecionismo, não estamos falando apenas de objetos.

Estamos falando de história, memória, conservação e, muitas vezes, de coisas que alguém passou anos procurando.

Vender bem é conhecer o que se vende. Comprar bem é saber o que se está comprando. E negociar bem exige bom senso dos dois lados.

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18 novembro 2025

O Fim dos Funko Pops? A Queda Vergonhosa do Maior Império da Nostalgia Barata




 Você já entrou em uma loja, olhou para as prateleiras e… não sentiu absolutamente nada?

Fileiras e mais fileiras de rostos de plástico idênticos encarando você — o mesmo sorriso congelado, os mesmos olhos vazios, a mesma promessa falsa de “colecionável”.

Por anos, muitos acharam que o problema era deles.
Talvez tenham ficado cínicos.
Talvez tivessem “crescido”.

Mas agora está claro: o problema nunca fomos nós. O problema eram os Funko Pops.

E agora, depois de dominar lojas, escritórios, estúdios de YouTubers e gavetas de gente arrependida, o império está ruindo.


A Bolha dos Funko Pops Estourou — E o Barulho Está Ecoando no Mundo Todo



Durante quase uma década, Funko construiu um modelo de negócios baseado em uma ideia simples:

Transformar nostalgia em produto — e produto em volume absurdo.


Toda franquia? Virava Funko Pop.
Todo personagem secundário? Virava Funko Pop.
Todo meme de 5 minutos? Você adivinhou: Funko Pop.

Mas a conta chegou.

Hoje, a empresa está:

  • Afundada em dívidas

  • Com prejuízos milionários

  • Com estoques encalhados a ponto de serem destruídos

  • Com funcionários anunciando, por escrito, dúvidas se a empresa consegue sobreviver mais um ano

Sim. Isso mesmo.
Os próprios contadores da Funko soaram como enfermeiros de UTI corporativa.

E não é exagero: o valor das ações caiu mais de 80%, enquanto caminhões cheios de Funko Pops foram enviados diretamente para aterros sanitários — nem liquidação, nem promoção, nem brechó.

Lixo. 

Um destino irônico para uma empresa que vendia “memórias”.


Como Algo Feito Para Ser Colecionável Virou Sinônimo de Descarte

A verdade dolorosa é que Funko nunca vendeu arte, design ou qualidade.
Vendeu repetição.

As figuras tinham o mesmo molde, o mesmo rosto, a mesma expressão morta — apenas pintadas com cores diferentes dependendo da licença.

Era nostalgia industrializada.
Memória em massa.
Sentimento manufaturado.

O resultado?
As pessoas enjoaram.
Os colecionadores saturaram.
O mercado colapsou.

E hoje, os Funko Pops representam exatamente o que sempre foram:
plástico sem alma ocupando espaço.

O Impacto Cultural: Mais Grave do Que a Queda de Uma Empresa

Porque a verdade é dura:

Os Funko Pops não destruíram apenas o mercado de colecionáveis. Eles infectaram toda a cultura pop.


Eles provaram que dá para lucrar milhões vendendo versões genéricas da mesma coisa mil vezes.

E Hollywood aprendeu rápido.

Reboots, remakes, remasters, live-actions, universos compartilhados…
Tudo começou a seguir a mesma lógica:

  • Menos criatividade

  • Mais reconhecimento instantâneo

  • Mais “produto lembrável”

  • Mais embalagem, menos alma

A estética Funko — segura, genérica, preguiçosa — virou o padrão.

A indústria passou a reciclar ideias do mesmo jeito que a Funko reciclava moldes. 



O Retorno do Fantasma Beanie Baby

Se isso tudo soa familiar, é porque já vimos antes.

Os Beanie Babies dos anos 90 prometeram riqueza, exclusividade e colecionismo eterno.
A bolha estourou.
O mercado desabou.
E as pessoas ficaram com montes de pelúcia sem valor.

A história se repetiu, só que agora em vinil.

De novo:

  • FOMO

  • Exclusivos

  • Edição limitada

  • Caçadas por “variants”

  • Falsa sensação de investimento

E o mesmo final: arrependimento em série.


A Era do Funko Pop Está no Fim — e Isso é Ótimo


Funko Pops sempre foram o símbolo perfeito de um fandom vazio:
comprar algo para sentir que pertence a algo.

Mas nostalgia não se compra.
Fandom não se mede em caixas acumuladas.
Memória não é mercadoria.

E agora, diante de montanhas de Funko Pops enterrados em aterros, a lição é clara:

Nada que é feito para ser descartável merece ser chamado de nostalgia.


O que Realmente Morreu Não Foram os Funko Pops — Foi a Ilusão 



A queda da Funko é mais do que o fim de um produto.
É o fim de uma era de consumo automático, colecionismo vazio e nostalgia fabricada.

Se você amou algo na sua infância, isso vive em você —
e não em plástico com olhos de inseto.


E agora quero saber de você:

O que você acha da queda dos Funko Pops?

Você já colecionou? Se arrependeu? Ou acha que ainda tem salvação?

Deixe seu comentário abaixo — quero muito saber sua opinião!

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29 janeiro 2018

Funko Pop Com Temática Pirata de Super Heróis.



Tem coisas que não entendo nessa vida: como cantor Drag com proposta artística ruim tem espaço na mída e como as figuras Funko Pop fazem sucesso. No caso do segundo até entendo que ele seja um segmento de memorabilia e ter diversos temas dentro da linha, mas em ambos o que me desagrada e o quesito estético. Durante esse último fim de semana o Ricardo Beluchi postou imagens de um bootleg (figura pirata) do Super Homem no grupo Galeria dos Brinquedos.




O produto em si não tem a mínima pretensão de parecer oficial: ele vem cartelado, enquanto os originais da Funko vem numa caixa e vem com a descrição Avengers: Age of Ultron. Porque agora todo o super herói é membro da equipe da Marvel - chupa Liga da Justiça.







O destaque vai pra qualidade da figura que aparentemente não tem nenhuma falha de pintura e desing - também se errassem isso em algo tão simples de fazer seria o cúmulo, como também o preço 20 reais. As figuras já podem ser encontradas nas bancas de jornais de São Paulo segundo informações, mas como se trata de uma figura pirata, vai ser rapidamente difundida e acredito que irá se popularizar rapidamente, diferente de certos cantores que precisam de rótulos de refrigerante para se destacarem na mídia.

O Pato Puto em seu canal fez um unboxing do Funko Homem Aranha da coleção:




08 agosto 2016

Panini Lança Novos Cards de Dragon Ball Z



Amigos a Panini investe mais uma vez na franquia Dragon Ball: dessa vez com cards colecionáveis dos personagens de Dragon Ball Z. O Livro Ilustrado Dragon Ball Z Fusion reúne 180 cards dos personagens trazendo um checklist completo de todos os cards disponíveis. O livros já está disponível nas bancas de jornais por 9,90 e o pacote com 4 cards por 2,50. Mais informações no site oficial (clique aqui).



04 maio 2015

Panini Com Gogos da Disney




A leitora Soraia Veloso através do Facebook do Esconderijo do Koi postou imagens dos Gogo's da Disney. Essa coleção eu fiquei com um pé atrás de comprar porque primeiro: falta de grana e segundo: eu tinha conseguido uns Gogo's da Turma da Mônica e não tinha gostado muito do acabamento deles, pois tinham muitas partes por pintar e alguns vinham totalmente sem pintura! A leitora postou uma foto que aparentemente convence eu e outros a colecionarem os tais bonequinhos:


Segundo a leitora são 204 cromos colecionáveis e 64 Gogo's (sendo que nesta primeira fase estão disponíveis 41 deles) cada pacote vem com um boneco e 4 cromos autocolantes. Maiores informações no site da coleção.

Aproveitando... se você tiver encontrado alguma novidade aí em sua cidade ou estado em questão de brindes e colecionáveis e queira compartilhar com o blog meu endereço de e-mail encontra-se no lado direito na minha descrição ou acesse a página do Facebook do Blog.

Abraços a todos!

11 março 2015

O Preço Que Se paga Por Ser Colecionador #2




Olá amigos, mais uma vez estou aqui para comentar sobre o colecionismo. Acho que todos estão a par do que ocorre neste governo e a alta do Dólar, além da crise na Petrobras, entre outras que influenciam no preço das coisas essenciais e nos superfulos (no caso nossas coleções).

Essa semana algumas lojas já implantaram preços novos em muitas coisas colecionáveis: por exemplo Hot Wheels que custavam 4,99 em 2011 estão a 7,99, Figuras da Marvel Universe que antes eram 30, 40 estão na casa dos 50, 60 reais e ainda acredito que vai aumentar mais, as minifiguras que vem em pacotes que hoje estão na casa dos 15 reais, As importações que antes eram uma vantagem para tudo que é produto e hoje nem vale mais tanto a pena... Podem dizer, mas é besteira... Só que isso mostra como não está fácil pra ninguém viver nesse país. Pra mim não tem jeito: só uma limpa geral que vai resolver.

Eu pelo menos optei pela mudança nessa eleição, e não me arrependo: a corda iria arrebentar mais cedo ou mais tarde. Eu esperava isso, mas jamais permitiria na presidência uma presidente omissa a isso tudo e que ainda teve a cara de pau de se reeleger. E ainda usou de medidas que disse que seu concorrente faria, forjou uma campanha com mentiras

Agora, como meu diria meu professor de história, é sentar e chorar! Eu sabia que não daria pra reverter isso tudo que estourou recentemente, talvez se houvesse outro governante, de qualquer partido que fosse, desestruturasse todo esse esquema malandro que culminou essa crise. Ela chegaria do mesmo jeito, disso não tenho dúvidas, mas quem sabe estaríamos um pouco melhor.

O cenário do colecionismo nacional nunca esteve tão ruim quanto atualmente, quem sabe voltemos aos bons tempos? Para isso vai se levar muito tempo.

27 fevereiro 2015

Minigarrafinhas da Galera: Ponto de Troca e Comercial





Amigos, na última quarta feira noticiei no Facebook (aliás, aproveitando quem ainda não curtiu a página do blog seria interessante curtir, porque de lá eu faço pequenas notas sobre promoções e é mais rápido noticiar certas coisas que que por aqui). Na minha última peregrinação no Centro do Rio de Janeiro encontrei um quiosque de troca para as Minigarrafinhas da Coca Cola. A leitora Soraia Veloso já garantiu as suas e disse que está valendo as tampinhas verdes da coleção passada, quem ainda as tiver a hora é agora:



Pra você que dormiu no ponto, vou recapitular: a cada 3 pontos mais 4 reais você troca por uma minigarrafinha ou miniengradado. Cada tampinha de plástico verde assim como cada anel de lata verde vale 1 ponto. 

Comercial da promoção:


Descubra postos de troca clicando aqui.

19 fevereiro 2015

A Volta das Mini Garrafinhas da Coca Coca Cola.




Amigos durante essa semana do carnaval começou a aparecer nas garrafas de 2 litros de Coca Cola o anúncio da volta das Mini Garrafinhas: isso mesmo, aquelas que foram cobiçadas ano passado com tema da copa retornam com novas artes em sua pintura.

Para trocar é preciso juntar as tampinhas verdes de plástico - cada uma vale um ponto. Juntando 3 e pagando mais 4 reais você tem direito de trocar por uma garrafinha ou mini engradado.

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07 junho 2014

Animal Kaiser - Namco

Sabe aquele lance de "Na natureza nada se cria, tudo se copia" a Namco em 2007 lançou o arcade Animal Kraiser que é um cópia de Dinossaur King (Dinossauro Rei) um arcade que usa cartas colecionáveis para jogar. Pude ver pela primeira vez o arcade no Shopping Jardim Guadalupe na Playtoy (Rio de Janeiro):





Interessante é que o arcade vem com gabinete e informações em português. Ele é baixo, justamente porque o público alvo para o jogo são os pequenos. Eu não pude conferir muito, mas os cards ainda são em inglês:

Seria interessante se a SEGA fizesse isso com Dinossauro Rei (que a Namco usa como inspiração - pra não dizer plágio - nessa máquina). Pena que sem um Marketing devido não há nada que estimule essa coleção de cards colecionáveis. E eu fiquei na vontade de jogar...



Vídeo do jogo:







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