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27 novembro 2025

A Verdade Chocante Sobre A Lenda de Tarzan: Os Episódios Perdidos, Dinossauros e o Banimento da Disney+


 

Você se lembra de quando Tarzan lutou contra um triceratops, estrelou um filme dentro da própria série ou até mesmo fugiu de uma granada ao lado do ex-presidente dos EUA Theodore Roosevelt? Pois é, tudo isso aconteceu em The Legend of Tarzan, uma das produções mais peculiares e esquecidas da Disney.

E hoje vamos revisitar a história, destrinchar seus episódios mais insanos e revelar por que você provavelmente nunca verá essa série no Disney+.

Prepare-se: este é um mergulho profundo na selva — e nos bastidores tensos entre Disney e o espólio de Edgar Rice Burroughs, criador de Tarzan.


Como Tudo Começou em 2001


Lançada em 2001, The Legend of Tarzan foi produzida pela Walt Disney Television Animation e exibida inicialmente na UPN antes de migrar para a Toon Disney.
A série continua exatamente de onde o filme de 1999 parou:

Tarzan agora é o líder da família de gorilas após a morte de Kerchak

Ele fala inglês perfeitamente

Vive na casa na árvore com Jane, agora sua esposa

Professor Porter mora com eles — o eterno “velho intrometido”

Personagens como Terk, Kala, Tantor, Manu e até Kerchak (em flashbacks) retornam

Mas o brilho da série não está apenas no que ela reaproveita do filme — e sim no que adiciona.



A Selva Se Expande: Novos Aliados, Novos Vilões, Novos Mundos 


Além dos personagens clássicos, a série apresenta figuras memoráveis como:

Renard Dumont



Um francês oportunista dono de um posto comercial. Rival de Tarzan, vive tentando conquistar Jane e lucrar com tudo — mas aos poucos vira um aliado improvável.

Moyo




O gorila que desafia Tarzan pelo posto de líder. Após uma disputa “piso é lava”, Moyo perde mas aprende a aceitar Jane e reafirma Tarzan como líder.

Rainha La




Diretamente dos romances de Burroughs, La aparece como a feiticeira de Opar, líder dos homens-leopardo, apaixonada por Tarzan e obcecada em torná-lo seu marido.
Disney suavizou, mas manteve muito da essência do romance original — inclusive o fanatismo ritualístico.

O Episódio dos Dinossauros – E Palucidar




No episódio Tarzan and the Hidden World, a série adapta um conceito clássico de Edgar Rice Burroughs: Palucidar, o mundo subterrâneo onde dinossauros ainda vivem.
Esse reino apareceu nos livros entre 1914 e 1963, e Burroughs fez um crossover oficial em 1929, onde Tarzan visita Palucidar — o que faz deste episódio um aceno extremamente fiel aos romances.

As Aventuras Mais Loucas: Boxeadores, Filmes e Theodore Roosevelt



Tarzan e One Punch Mulligan (Episódio 28)


O campeão mundial de boxe, Mulligan, visita a selva. Tarzan o nocauteia sem querer. A partir daí, Mulligan provoca o caos para obrigar Tarzan a aceitar uma revanche.
No fim, Tarzan o salva — e Turk o nocauteia de novo.

Tarzan Estrela um Filme


Uma equipe de filmagem invade a selva. Tarzan destrói as “armas”, porque são de mentira. O astro, Stanley Orsonski, sente o ego ferido quando Tarzan é convidado para ser protagonista.
Ao final, Tarzan salva Stanley de um incêndio e ainda devolve sua fama com uma mentira nobre.

Tarzan e Theodore Roosevelt




Fortemente inspirado na Expedição Smithsonian-Roosevelt, Roosevelt tenta atirar em Tantor, provocando um rompimento com Tarzan.

Quando ambos são sequestrados por mercenários, é a vida selvagem que os salva. Roosevelt aprende a admirar a natureza sem destruí-la — o oposto da expedição real, que coletou mais de 11.000 animais para museus.

Por Que a Segunda Temporada Só Teve Três Episódios?


A série tem 36 episódios na 1ª temporada.
E a 2ª temporada… apenas 3 episódios.

Como?

Simples:

O filme Tarzan & Jane (2002)




O longa nada mais é do que 3 episódios inéditos compilados em formato de filme.
O enredo é apenas um pretexto: Jane procura um presente de aniversário de casamento para Tarzan e, enquanto isso, a narrativa exibe recortes de episódios envolvendo:

Jane e suas amigas invadindo a selva

Tarzan tentando conseguir um diamante para Jane

Um piloto da RAF (e espião alemão) voltando para buscar uma caixa de música que era, na verdade, um dispositivo de codificação secreta


Mesmo na época, muitos fãs consideraram o filme fraco — e evitavam a fita VHS.


O Mistério: Por Que a Série Nunca Entrou no Disney+? 

Aqui começa a parte sombria da história.

Disney não tem liberdade sobre Tarzan.


Os 24 romances de Edgar Rice Burroughs (1875–1950) são protegidos por um espólio conhecido por ser extremamente litigioso e difícil de negociar.

Entre 1999 e 2006:


Disney usou Tarzan ao máximo:

Filme de 1999 (um dos maiores sucessos do estúdio)

Dois filmes derivados

Séria animada

Musical da Broadway

Participação em jogos — incluindo Kingdom Hearts (2002)



 


Depois de 2006, desapareceu. 

Nada de Tarzan em:

Novos filmes

Produtos

Parques temáticos (a atração foi reformulada para remover Tarzan)

Jogos (nem mesmo em Kingdom Hearts Melody of Memory, que revisitou todos os mundos do primeiro jogo — exceto o da selva)


Por quê? 


Embora não haja documento público, há evidências fortes de que:

A Disney precisa pagar ao espólio toda vez que usa o personagem.

Os valores não compensam.

O espólio já ameaçou até usuários individuais que usaram “Tarzan” como nickname.

House of Mouse confirmou que Tarzan foi proibido por medo de litígio.


Além disso:

A série nunca teve lançamento físico, então remasterizar seria caro.

O elenco de dubladores incluía nomes enormes (Neil Patrick Harris, Craig Ferguson, Jim Cummings), o que implica custos de residual.

A Disney simplesmente não prioriza Tarzan hoje. 


Conclusão?

A Legend of Tarzan provavelmente nunca entrará no Disney+.

E isso é realmente triste. 


A Relação Conturbada: Disney x Espólio Edgar Rice Burroughs


A treta entre Disney e o espólio Burroughs é antiga e bem mais complexa do que parece:

O espólio controla Tarzan de forma rígida


Mesmo com vários livros em domínio público, o nome “Tarzan”, suas logos e elementos visuais continuam protegidos.

O espólio processa empresas e até fãs.

Disney tem aversão a projetos com risco jurídico

Cada uso do personagem exige negociação. Um deslize pode gerar processo.

Lucro baixo + risco alto = cancelamento administrativo

Disney não enxerga retorno suficiente em Tarzan hoje. O personagem virou uma “bomba jurídica”.

Parques, jogos, séries, remakes — tudo apagado.
A Disney prefere fingir que Tarzan nunca fez parte do catálogo.


Um Clássico Perdido Que Merecia Ser Encontrado


The Legend of Tarzan é uma das séries mais criativas, ousadas e divertidas que a Disney já produziu.
Mistura aventura pulp, fidelidade aos romances originais, humor e doses generosas de nostalgia.

Mas por causa de:

disputas jurídicas,


custos de remasterização,


conflitos com o espólio Burroughs,


e falta de interesse comercial…


Ela permanece perdida — talvez para sempre.


Transmissão No Brasil.

No Brasil, A Lenda de Tarzan teve uma trajetória marcante na TV aberta após o sucesso do filme de 1999. A animação passou pelo TV Globinho na Globo e, depois, migrou para o SBT no fim do acordo com a Disney (2003–2004), aparecendo no Bom Dia & Cia e no Sábado Animado.

 A série também circulou no canal pago relacionados a Disney na época e recebeu dublagem nacional pelo estúdio Double Sound. Para os colecionadores, houve lançamentos oficiais em VHS e DVD – hoje raros e encontrados apenas em marketplaces como Mercado Livre.


Qual episódio de A Lenda de Tarzan você lembra com mais carinho?
Acha que a Disney deveria relançar a série?
Você acredita que o espólio de Burroughs prejudica a cultura geek ou preserva o legado do autor?

Deixe seu comentário! Vamos transformar essa selva de polêmicas em uma boa conversa! 



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28 setembro 2025

Estamos vivendo um DECLÍNIO CULTURAL? A verdade por trás da onda de nostalgia vai te surpreender!

  



Será que a gente está passando por uma espécie de declínio cultural? E qual é o papel da nostalgia nesse processo?

Vivemos uma época paradoxal: nunca tivemos tanto acesso a músicas, filmes, séries, livros e conteúdos digitais. A internet democratizou o consumo cultural, permitindo compartilhar ideias, opiniões e tendências em tempo real, de qualquer lugar do mundo.

Mas, ao mesmo tempo, parece que falta solidez. A cultura se tornou rápida, volátil e, muitas vezes, descartável. O que viraliza hoje, amanhã já não importa mais. Uma música estoura, gera milhões de memes em poucos dias e some sem deixar rastros.

Esse consumo acelerado enfraquece a memória coletiva e nos dá a sensação de que não pertencemos a uma cultura sólida. O sociólogo Zygmunt Bauman chamou isso de sociedade líquida: tudo escorre pelas mãos, sem forma fixa, sem permanência.

E é justamente nesse cenário de instabilidade que a nostalgia ressurge com força.


A era do excesso e da pressa


Nunca tivemos tanto acesso a músicas, filmes, séries e livros. A internet democratizou o consumo cultural e nos conectou em tempo real.
Mas, paradoxalmente, quanto mais conteúdo surge, mais rápido ele desaparece. O que viraliza hoje, amanhã já é esquecido.

Cultura líquida: tudo some rápido


Vivemos na chamada sociedade líquida, onde nada parece durar. Memes, trends e até músicas dominam a atenção por dias e logo caem no esquecimento.
Isso cria uma sensação de vazio: temos muita informação, mas pouca memória coletiva.





O papel das megacorporações


Plataformas e grandes empresas decidem o que consumimos. Se um catálogo some do streaming, desaparece também parte da nossa memória cultural.
A lógica é simples: se não dá lucro, deixa de existir.





Nostalgia: refúgio em meio ao caos


É aqui que entra a nostalgia.
Ela nos conecta a algo físico, duradouro e compartilhado: vinis, VHS, fitas cassete, festas retrô, moda dos anos 80/90/2000… até mesmo franquias de Hollywood revivem velhos sucessos.

Produções como Stranger Things provaram que revisitar o passado vende — e muito.


O futuro da nostalgia


Mas fica a grande questão: de que vamos sentir saudade no futuro?
Das trends de TikTok que duraram 3 dias?
De músicas virais que sumiram em uma semana?
Ou vamos resgatar algo sólido para chamar de nosso?




Declinio Cultural: A Nostalgia Como Pilar de Identidade.


Talvez não estejamos em um declínio cultural, mas em uma transformação onde a nostalgia virou pilar da identidade coletiva.
Entre descartáveis digitais e lembranças palpáveis, seguimos buscando segurança no passado para enfrentar as incertezas do presente.

E você, já parou para pensar: qual será a nostalgia do futuro?



Fonte:

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29 dezembro 2019

[Retro Análise] A Volta Ao Mundo Com Timão e Pumbaa




No ano de 1997 o SBT fecha a parceria com a Disney, e com ela consegue o bloco chamado Disney Club em que os apresentadores eram crianças e comandavam uma TV Pirata. Dentro desse programa que era uma espécie de seriado infantil simplório, porém com o tempo foi ganhando novos integrantes e sua trama aprimorada passam os desenhos feitos para TV da  Casa do Mickey Mouse.

Os primeiros desenhos a serem exibidos dentro do bloco foram a Turma do Pateta e Timão e Pumbaa. Que é a nossa análise de hoje.

Um Resumo.


Timão é Pumbaa é um Spinoff do Rei Leão, provavelmente não quiseram optar por fazer um seriado do filme contando a pós vida do Simba como feito em Aladdin e Pequena Sereia. E como eles eram alívio cômicos bem populares, provavelmente seria o melhor caminho para a franquia.

De fato os personagens do "Leãoverso" (Universo do Rei Leão) por motivos mais que óbvios (duh), inclusive alguns episódios são dedicados a eles como as Hienas do Scar e o Zazu. Mas o desenho tentava uma pegada mais cartoons dos anos 90, mas sem muita ousadia ao meu ver.



Episódios no Mercado de Vídeo Doméstico.


Foram lançados episódios para Home Vídeo (VHS pra quem não sabe) e DVD. Os títulos foram: Volta ao Mundo Com Timão e Pumbaa, Almoçando com Timão e Pumbaa e De Férias com Timão e Pumbaa. Atualmente esses títulos estão fora de catálogo e são bem difíceis de achar - ainda mais hoje com o mercado de mídia física indo pras cucuias, mas o que teve maior tiragem, porque saiu em bancas comprando o jornal mais dinheiro levava um DVD foi o Volta ao Mundo com Timão e Pumbaa.

O DVD mostra como é o formato realmente de como a série animada era exibida nos Estados Unidos, naquele formato desenho dentro do desenho. Neste DVD acompanhamos Timão tentando recuperar a memória de Pumbaa, que a havia perdido quando levou um raio enquanto passeavam pela mata. O formato são 6 episódios e um clipe musical dos personagens, este apresentado no meio dos episódios.

Durante a narrativa ele relembra as viagens que eles fizeram ao redor do mundo, isto indo na maior parte via containers - plagiando o Pernalonga - e dai o plot se desenvolvia para as mais variadas confusões.

Na minha opinião acho o humor dessa série meio contido comparado a outras produções, engraçado que adorava isso quando mais novo e hoje sinto que não é tão bom assim. Talvez pelos episódios apresentados serem os menos gostáveis na minha opinião. Os personagens que contracenam com os personagens são pouco interessantes, são genéricos demais. Me impressiona que o programa tenha sido reprisado posteriormente na Globo, inclusive indo ao ar na parabólica. Admito que o apelo dos personagens é alto, mas como spinoff é bem fraco comparado a personagens como Pinguins de Madagascar.

Uma curiosidade: um dos clipes dessa animação foi exibido no Disney Club a música é a Quem Dorme é o Leão, acho que é o único clip totalmente dublado. Já que os outros só foram dublado os diálogos. Eu tenho o gravado isso em alguma VHS perdida, isto se não foi roubada na época.



 



 






18 dezembro 2018

Não Foi Feito Pra Você: Quando Você Segrega O Remake de um Público Óbvio.




Pois bem a idústria do entretenimento não vive nos seus melhores dias: hoje se vive de uma polêmica envolvendo a repercurssão em cima de reinvenção de animações que foram sucesso no passado. Produções podadas pelo politicamente correto.



A consequência e a não a aceitação pelos fãs das antigas versões desses produções. O que vem sendo alvo da mídia. O centro desta argumentação está em "o produto não é pra você". Então por que fazer um remake de uma coisa que já existe com um público cativo se não há interesse em explorar este público? Não faz sentido ter um produto seja este filme, animação ou série que se foque em um público só, no caso a nova geração.

Isto é dar um tiro no pé. Veja bem: mesmo com a existência de um produto clássico todos aqueles que curtem o universo daquele personagem gostam de uma nova história. Quem não gostaria de um remake de Caverna do Dragão? Histórias boas não envelhecem, recontá-las e corrigir um ou outro erro de roteiro é benéfico pra ela, CDZ que o diga. 



Mesmo em remakes e continuações há divergencias: há quem goste mais de Dragon Ball Z, outros gostam mais do Super. Veja se existe alguma perseguição midiática em cima dessas pessoas? E se ocorre discussão com uma continuação de uma série, imagina quando ela é refeita ou se muda o sexo do personagem, um redesing infeliz ou uma mudança no comportamento deste personagem? Se a nova versão for boa e tiver aceitação de boa, mas vai ter pessoas não gostando dessa versão. O que é perfeitamente normal e sadio dentro de uma sociedade democrática. É inevitável quando se mexe na memória afetiva de um público que haverá repercussão, positiva e negativamente. Nenhum dos lados deve ser reprimido ou escrachado midiaticamente. 



Esse pessoal do entretimento moderno ocidental, dos criadores a imprensa, só tem criado um ambiente de conflito cultural a esmo, forçando coisas como representatividade e priorizando isso ao entretenimento. Resultando em antipatia pelo público. Se precisa tanto de algo para o público atual seria mais válido a criação de novas animações para este que eles dizem tanto existir, além de estabelecer mercadologicamente. Quanto aos remakes, se eles querem continuar com isso que ao menos deixem que o público julgue aquilo que ele quer ver: ele é o consumidor. Se ele levou aquela produção no passado para o status de cult, ele pode sim criticar.



Quando você utiliza o não foi feito pra você, acaba restringindo a produção quando ela poderia abraças tanto os novos fãs quanto os antigos.


08 agosto 2016

[Crítica do Koi] O Bom Dinossauro.


Pixar pra mim sempre foi sinônimo de surpresa e qualidade: mesmo aqueles filmes que não eram tão bons ou continuações que iam no embalo de ideias já apresentadas fazia uma certa questão de acompanhar. Apesar de alguns desapontamentos, sempre fiz o possível para prestigiar a empresa. Só que sempre vem aquele questionamento: quando a empresa vem e entrega algo muito aquém de sua qualidade? O Bom Dinossauro seria a resposta daquilo que nós fãs tememos: o desapontamento.

Bom Dinossauro ou Dinossauro Medroso?


Aqui acompanhamos uma narrativa se passando numa acontecimento alternativo: o meteoro que chocaria em nosso mundo e causaria a extinção dos dinossauros acaba mudando sua rota e fazendo com que o ambiente mudasse: agora temos um universo dominado por dinossauros antropomórficos que conseguiram se socializar e dominar atividades humanas como a agricultura.


Nesse ambiente bucólico conhecemos Henry e Ida, dois Apatossauros agricultores e seus filhos Bucky, Libby e Arlo (que nasce miúdo de um ovo enorme). Desde jovens os 3 filhos ajudam na fazenda e todos aqueles que se destacam por algo dentro daquelas tarefas domésticas ganham marca no silo da fazenda. Bucky e Libby conseguem deixar as suas, sendo que Arlo...


Este não consegue se destacar em nenhum dos afazeres do lugar. Ele é medroso, atrapalhado e parece pouco motivado a trabalhar com os pais na fazenda, esse é o grande problema: ele é vazio sem nenhuma característica marcante. É praticamente impossível gostar de um personagem assim.

E não adianta me olhar com essa cara, viu.

O filme todo Arlo parece que não evolui como personagem: nem mesmo depois que seu pai morre após a caçada do menino que se comporta como cachorro que vive comendo a colheita de sua família. Dai por diante segue a história: Arlo e sua família passam dificuldades em continuar os afazeres da fazenda e o desajeitado Apatossauro continua sendo o mesmo até que encontra o menino cachorro. Em um impulso de raiva, ele persegue o menino e os dois caem na água indo parar quilômetros dali.


Aí quando você acha que o troço vai finalmente andar: "Arlo vai se mancar e vai amadurecer como personagem". Banho de água fria: você tem uma narrativa tediosa entre Arlo e Spot (nome dado pelo peronafem ao menino cachorro), com o desejo do primeiro em somente voltar pra casa. Ele até encontra outros dinossauros pelo caminho, tem uma rixa com uns Pterodáctilos, porém nada marcante e que ajude a evolução do mesmo. E a família dele fica praticamente esquecida o resto da película. O que aconteceu com eles? Ele fazia falta dentro dos afazeres da fazenda? Os irmãos conseguiram dar conta das tarefas do pai? Fica um buraco que me incomodou.

O pior mesmo pra mim foi o final feito nas coxas: o personagem corre feito um assustado para a mãe e ganha sua marca no silo. Você não entende porque ele ganhou o direito da marca: por ter voltado pra casa e sobrevivido a uma aventura você pode até dizer, mas isso iria contra o que significava a marca no silo (ser bom em alguma função da fazenda).

O filme é uma sequência de falhas como um todo: na narrativa, na construção de personagem e numa lição de moral. É Pixar, me desapontou pra valer.

13 março 2014

Mc Lanche Feliz Março 2014 - Looney Tunes



O Mc Donalds anunciou essa semana os brindes do Mc Lanche Feliz para este mês. Trata-se de DVDs dos Looney Tunes já manjados por aqui. Você poderá escolher entre um dos três DVDs de o melhor de Looney Tunes ( capa com Pernalonga, Papa Léguas e Gaguinho) ou O Melhor de Frajola e Piu Piu (capa com o personagem homônimo) ou um dos DVDs com os episódios de Baby Looney Tunes ( capa com as versões bebê de Taz e Frajola). Não vale a pena pra quem já tem esses DVDs em casa.

14 agosto 2011

Resenha: Os Smurfs Smurfette (Sony Pictures)

Mais uma vez ao apelo a nostalgia o cimena apela: foi Zé Colméia, Alvim e os Esquilos, Garfield e agora são os anões azuis traficantes de cogumelos alucinógenos. Quer amem, quer odeiem: os Smurfs estão de volta. Não há uma criança que viveu nos anos 80 e não tenha conhecido as tais criaturas que mais pareciam uma alucinação de seu vilão Gargamel.

A apresentação do DVD é muito boa como ação de marketing: antes de sermos transportados para a magia nostálgica dos pequeninos temos um trailer do filme que já está em cartaz. Quanto aos episódios temos 6 episódios, contra 10 de um dvd de camelô que rola por aí com episódios tirados do VHS com imagens meio ruins em alguns pontos. 6 episódios remasterizados nada mal para um dvd oficial.

Quanto a dublagem, todos queriam as vozes clássicas, mas infelizmente optaram por redublar. Talvez por causa dos direitos (o desenho foi feito pela Hannah Barbera, mas o personagens eram do Belga Peyo, talvez até por isso não tenha parado no SBT ou no Cartoon o desenho).

Gargamel que era dublado por Orlando Drumond (conhecido pelas vozes de Scooby Doo e Popeye) foi substituido por Luiz Carlos de Moraes (Sr Sirigueijo- Bob Esponja), Papai Smurf ficou com voz do Gilberto Baroli (Saga de Gêmeos, só que com a voz mais suave), Eugênio ganhou a voz do dublador Yuri Chessman (Gon Freaks- Hunter X Hunter e Max Taylor- Dinossaur King) e a Smurfette ficou com a voz de Samira Fernandes (Zoe- Dinossauro Rei, May- Pokémon e Sakura- Naruto). Achei que ficaram bem as vozes nos personagens, mas acho que para efeito de nostalgia eles poderiam dar um jeito de manter as vozes como a Focus fez com He-Man e She-ra.

No DVD o enfoque é a Smurfete: você recordará de como ela foi criada, das confusões que ela aprontou ou foi alvo e de como ela quase foi pro lado negro da força outra vez.

Só achei estranho que os episódios Rainha Smurfete e Fale por Você Mesmo, Fazendeiro! Não tinham introdução (abertura) que também foi mudada:


Quem assistir o Dvd, encontrará mudanças sutis nesta abertura!

No episódio desfazendo a Smurfete temos a abertura alterada (Provavelmente era um episódio de uma segunda temporada!):


Claro que mudada pro nosso idioma!

Pra quem é nostágico e quer a dublagem original, passe longe. Quem for fã assim mesmo está pensando em comprar compre, vale a pena e a dublagem não ficou ruim. O que me incomoda no desenho é a pieguiçe, mas quando a gente era criança a gente não se importava muito com isso...




17 julho 2011

Chuck Norris: O Comando Karatê ganha dvd nos EUA


Vindo lá do blog InfoAnimation a animação Chuck Norris: O Comando Karatê (conhecida como Chuck Norris: Karate Commandos) ganhará sua versão em DVD nos Estados Unibos.


Com roteiros criados por Chuck Norris, a animação conta com a direção de Charles A. Nichols e produção de Joe Ruby e Ken Spears (animadores que fizeram vários trabalhos na Hanna-Barbera Productions, e mais tarde abriram o próprio estúdio). No Brasil "Chuck Norris: Karate Kommandos" teve uma rápida passagem pela Rede Globo na década de 1990, nos primeiros anos do programa TV Colosso. O desenho teve somente 5 episódios.

Nos Estados Unidos o desenho também é pouco conhecido, mas recentemente ganhou uma reprise no bloco Adult Swim, do Cartoon Network. Por lá a série também acaba de ser lançada em DVD pela Warner Home Video através do selo Warner Archive Collection. Curiosamente, mesmo sendo uma produção da Ruby-Spears Productions, o DVD saiu dentro da coleção “Hanna-Barbera Classic Collection”.

Na animação, um grupo de lutadores de artes marciais liderado por Chuck Norris precisa impedir os criminosos da gangue The Klaw, que em cada aventura quer roubar algum artefato militar tecnológico para dominar o mundo. A equipe é formada por Pepper, um especialista em tecnologia; Reed, aprendiz de Chuck; Kimo, um guerreiro samurai; Tabe, um campeão de sumô; e Too Much. Os episódios da série sempre trazem no início uma curta participação de Chuck Norris em live-action explicando a história que será apresentada a seguir. No final Chuck sempre aparece novamente enfatizando a moral da história, no estilo He-Man Masters of The Universe. A animação lembrava um pouco o desenho do Rambo e Comandos em Ação.

Abertura:





04 setembro 2009

A Pirataria Oficial de DVDs de Animes Ataca Novamente

Para quem acompanha o site JBox, já deve estar ciente dos dvds clandestinos de animes e dos Tokusatsus. Agora temos mais lançamentos dessas empreas underground: Shaman King , que se me lembro bem chegou a ser lançado oficialmente junto com uma revista e posteriormente cancelado (volume 1 ou 2 senão me engano). Acontece que uma empresa chamada China Filmes resolveu se apoderar do material do seriado e lançou um terceiro volume.

Agora o mais bizarro é que rolam por aí versões não oficiais de outros animes: Yu Yu Hakusho, Samurai X, Fullmetal Alchemist e Neo Genesis Evangelion ganharam também seus dvds não oficiais com um detalhe: nenhum dos tais apresentam ordem cronológica dos episódios e contém, em media, 3 episódios cada.

Mas não pense que é só no mercado de animes que a pirataria oficial ataca: Há gente falando que eles também atacam com dvd de shows de artistas famosos internacionais como Michael Jackson, Abba entre outros e que um grande magazine comercializa esses dvds como se fossem oficiais.

Fotos dos Dvds pirateados oficiais:











05 julho 2009

Casa e Vídeo e a maluquice dos preços.


Preço do DVD Zatch Bell na Casa e Vídeo de Nilópolis

Preço do DVD Zatch Bell na Casa e Vídeo do Centro (nota: eu fui advertido pelo guarda por tirar foto...)

Pra quem for dizer: são volumes diferentes... Basta dizer que em cada loja há volumes sortidos e depende da disponibilidade de cada uma e que na minha última ida a Tijuca esses mesmos volumes estavam 14,90. E como a Playarte senão me engano os lançou todos de uma vez...

20 junho 2009

Billy e Mandy em : Quando Dependemos da Pirataria pra Assistir...





É assim que por enquanto teremos que ver Billy e Mandy em DVD. O desenho que passa até hoje no Cartoon e fora exibido no SBT só nas mãos dos pirateiros (é não tenho TV Paga nem TV que mia :( ). Pude pegar o mega ultra dvd com 52 episódios e fiquei decepcionado: qualidade de aúdio porca e menu feito nas coxas (com funk do Búfalo Bill ainda por cima). O som varia de episódio pra outro tem uns que tão bem altos e outros que tão baixos. Sem contar que o dvd trava no episódio O Amor que Não Mostra a Cara. Infelizmente a única solução é pedir a algum amigo que seje fã baixe e crie um dvd pra você (foi isso que eu fiz). Porque esse DVD fake não vale a pena. O DVD mistura episódios de várias temporadas e não tem os episódios do Mal Encarnado (Evil Concarne) que fazia dueto com Puro Osso quando o desenho se chamava Diabólico e Sinistro: O Show.

Episódios bons que estão em bom estado: Billy Oceano, Crimes da Carochinha, Dalhe Kart 3.000 e Escola de Magia do Sapo Cururu. São uns dos que eu mais curti no DVD...

Senti falta do episódio dos Palhaços e do Pequeno Rock dos Horrores.

Ainda no aguardo dos dvds oficiais por aqui.